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Entenda o que é Lifelong Learning e como aplicar

Em um cenário onde exige que os profissionais se reinventem a todo instante, se aprimorar é o caminho! Venha entender sobre Lifelong Learning!

Você ja ouviu falar sobre o Lifelong Learning? Muito se fala em mudanças no mercado de trabalho. Novas tendências, metodologias e processos são gerados para adaptação a cenários que se modificam todos os dias. O momento em que estamos vivendo diz muito sobre isso.

Com certeza você já se deparou com algum desses temas ultimamente: “perspectivas pós-pandemia”, “tendências pós-covid”, “como se adaptar à realidade pós-coronavírus”, não é verdade?! Estas questões demandam dos profissionais o desenvolvimento de novas competências tanto técnicas quanto comportamentais, muitas destas que não tivemos contato no ensino regular das escolas e universidades.

E como isso tudo afeta nas práticas de ensino e no processo de aprendizagem?

Bom, falando em ensino e levando esse contexto de mudança também para essa cena, percebemos que o modelo tradicional de educação, que forma indivíduos para executarem funções específicas, já não é mais suficiente em um cenário em constante transformação. A troca de informações é extremamente acelerada e acontece agora de muitos-para-muitos e não mais de um-para-muitos. Nos deparamos a todo momento com a necessidade de aperfeiçoar nossos conhecimentos e desenvolver habilidades.

Neste sentido temos o conceito de educação continuada ou aprendizado ao longo da vida (lifelong learning em inglês), que seria esse aprendizado que temos na vida adulta, que vai além da escola tradicional e é perseguido pelo próprio indivíduo, de maneira flexível, diversa e disponível em diferentes formatos. Quem adota essa prática entende que é importante estar adquirindo novos conceitos e parte em uma busca constante de aprendizados e experiências.

Bom, a ideia deste conceito pode não ser novidade, mas você já parou pra pensar se aplica na prática a educação continuada na sua rotina e se faz sentido para você? Então, para termos um olhar sobre essas questões, vamos entender um pouco mais dos quatro pilares nos quais a educação continuada se sustenta.

1 – Aprender a conhecer

Como primeiro passo, é necessário estar aberto a aprender e buscar o conhecimento. Porém é fundamental entender que esse processo do aprender perpassa por uma construção, análise, crítica e reconstrução, ou seja, é fundamental ter senso crítico, reflexão e posicionamento sobre os contextos e as informações as quais tem acesso e não apenas repetir e propagar ideias. Aprender a aprender. Esta busca deve ser prazerosa e proporcionar o surgimento de novos olhares e construção de outros cenários aplicáveis.

Nesse item, abro um espaço para citar Paulo Freire que traz essa conexão do aprender com a realidade do mundo. Em seu livro A importância do ato de ler, ele afirma que:

 “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele.”

Paulo Freire

A relação dinâmica entre a leitura da palavra e do mundo nos permite transformá-lo através de uma prática mais consciente.

Uma pessoa com a mão sobre um globo terrestre.
Foto de Amy Humphries via Unsplash

2 – Aprender a fazer

Aprender a aplicar o conhecimento na prática e saber lidar com todas as demandas que circundam o “fazer”, sejam elas as interações sociais durante o trabalho em equipe, situações adversas e demais contextos na rotina de trabalho. É importante levar em consideração que esses contextos estão sempre em modificação, logo o aprender a fazer é constante.  

 3 – Aprender a conviver

Somos seres sociáveis, estamos convivendo com outras pessoas o tempo todo, das mais diferentes formas possíveis. Atualmente nas organizações vemos equipes formadas por pessoas de diferentes gerações, discutindo ideias, aprendendo e executando projetos juntos. Desenvolver as competências para administração de conflitos, compreensão da interdependência dos trabalhos e o respeito por diferentes valores e comportamentos é fundamental neste cenário.

Duas pessoas apertando as mãos em um local corporativo.
Foto de Fauxels via Pexels

4 – Aprender a ser

Talvez esse seja o ponto mais importante e mais difícil dentre todos. É necessário compreender as individualidades através do autoconhecimento e, dentro delas, fortalecer as potencialidades, o senso ético, pensamento autônomo e crítico. O último pilar da educação continuada destaca a necessidade do desenvolvimento integral do indivíduo para que este possa ser capaz de exercer seu papel de cidadão, com autonomia, propósito e responsabilidade social.

Uma pessoa sendata em um banco de madeira, olhando o horizonte e montanhas ao fundo com um por do sol alaranjado. 
Lifelong learning
Foto de Sage Friedman via Unsplash.

E quais são os benefícios ao incorporar a educação continuada na sua rotina?

Colocar em prática a educação continuada permite um novo olhar sobre o crescimento pessoal. Entender que o aprendizado se dá ao longo de toda a vida e que é necessário o desenvolvimento de habilidades mais completas que abarquem aspectos tanto técnicos quanto comportamentais, qualifica o profissional a atuar em um ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Exercitar a aprendizagem constante revela uma atitude empreendedora que amplia a percepção sobre as situações e demais pessoas ao seu redor, trazendo mais autonomia, soluções criativas e preparo para o novo mundo.

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